
Arquiteto e Urbanista · Porto Alegre
Paisagem urbana é arquitetura, é vida. Para Joaquim Haas, o papel do arquiteto reverbera muito além do escritório — por ele passam quase todas as questões da cidade e da vida contemporânea.
Graduado pela FAU/Unisinos em 1976, Haas atua há meio século na arquitetura e no urbanismo de Porto Alegre, sempre com compromisso ético, humano e com a qualidade. Para ele, o projeto é estratégia: é no traço — muitas vezes ainda à mão, sobre a prancheta — que uma ideia ganha valor antes da primeira pedra.
São mais de 500 edifícios e mais de 2 milhões de metros quadrados projetados ao longo da carreira, com obras premiadas e artigos publicados sobre a profissão. Seu trabalho parte do equilíbrio entre o construído e a cidade: plantas que organizam o fluxo sem impor, fachadas em diálogo com a escala da rua, interiores onde a luz natural é tratada como material de projeto.
Professor de Projeto na Unisinos no início da trajetória, presidiu o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do RS (CAU/RS) e a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA/RS), além de integrar conselhos como a SERGS e o Código de Obras de Porto Alegre — sempre defendendo uma arquitetura comprometida com o espaço público.
Edifícios residenciais e comerciais em Porto Alegre.
















































O edifício residencial Marais recebeu o Grand Award e o 1º lugar — Ouro na Categoria Fachadas, concedidos pelo júri internacional. O projeto foi capa da revista TILE Brasil, que circulou na feira Cersaie, em Bolonha, Itália.




Antes da revolução digital, os projetos eram desenhados à mão — pranchetas, esquadros, réguas, normógrafo. Qualquer alteração podia significar recomeçar do zero. O CAD trouxe precisão e rapidez; o BIM trouxe coordenação. Mas no estágio inicial do processo criativo, o esboço rápido continua insubstituível para explorar ideias sem as limitações da interface. A tecnologia trouxe eficiência — o arquiteto continua sendo, acima de tudo, um criador.
A cidade é, em verdade, condomínio de todos.
Todo espaço deve carregar significado: é isso que o transforma em lugar — e que faz as pessoas se apropriarem dele.
Quando viramos as costas para a rua, perdemos a empatia de cuidar do espaço comum. A cidade próspera é a que reconhece o valor do espaço público — praças, parques, calçadas.
É onde o público encontra o privado, onde as pessoas se cruzam. Lugares seguros se fazem com olhos na rua: cidades pensadas para pessoas.
Depois de entregue, ele volta ao edifício com uma câmera. O que fotografa não é a obra inteira — é o detalhe que sobrevive ao tempo: a aresta contra o céu, o ritmo da sacada, a luz rasante sobre a pedra.







































Um livro sobre o que fica depois da obra entregue — e sobre o ofício de projetar numa cidade que muda mais rápido do que se constrói.
Reúne imagens em detalhe de projetos que integram meio século de trajetória: uma prática sensível e comprometida, em que o rigor técnico se articula à responsabilidade social e à reflexão permanente sobre o papel da arquitetura na construção da cidade contemporânea.
Cada imagem expressa um processo projetual pautado pela clareza conceitual, pela eficiência técnica e pela sensibilidade na relação entre forma, função e contexto. Reunidas, registram uma produção que ultrapassa a presença física do edifício e se afirma como expressão artística e cultural no tempo.

A tecnologia trouxe eficiência e precisão, mas o arquiteto continua sendo, acima de tudo, um criador. Seja com lápis e papel numa prancheta ou com programas CAD, o essencial permanece: transformar ideias em espaços que contam histórias.

No estágio inicial do processo criativo, esboços rápidos ainda são insubstituíveis para explorar ideias livremente, sem as limitações das interfaces digitais. O traço humano carrega uma espontaneidade que o CAD, por mais avançado que seja, ainda não reproduz completamente.

A arquitetura é entendida como instrumento de qualificação do espaço e de construção de vínculos duradouros com seus usuários e com o entorno.





















Para conversar sobre um projeto, residencial ou comercial.